Por alguma razão, sinto-me tentado a escrever sobre patinetes, férias e outono. Então me dou conta de que não tenho nenhuma da três coisas.
Não tenho medo da solidão, não tenho medo do futuro. Sofro o presente como é conveniente fazer. Mas não em deixe em silêncio por um maldito minuto. As coisas não ditas são tantas, tantas possibilidades (infinitas) que me esmagam só de tentar pensar. Acho que no silêncio as pessoas deveriam ser desligadas por uma força maior, simples assim. Pois é no silêncio que o Homem enfrenta o seu maior medo: o seu maior medo.
Por isso gostamos do mar. E de chuva. Por isso dormimos em festas quando somos pequenos. É tudo uma relação de barulhos.
[Nunca vi um texto com tantas negativas. Acho que é na negação que encontro uma auto-indulgência sem dignidade. Acho que neste buraco sem vergonha que minha vida entrou, tudo que me resta, patético como um senhor de engenho sem engenho, é numerar o que não tenho. Quando começo a listar, acabo parando no número 1...] Mas não choro.
Nem morto.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
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2 comentários:
"O senhor sabe o que é o silêncio? É a gente mesmo, demais."
[GR]
[pra tu não ter mais tanto medo do silêncio...]
O que você pensa, que pode ter tudo na vida? Aquela casa aquela família maravilhosa e ainda silêncio sereno?
Cai na real, meu.
PS: quero dizer quer este blogspot só falta pedir atestado de vacina pra deixar a gente dar uma opinião. Duro, viu?
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