sexta-feira, 20 de junho de 2008

Auto-explicativo

Bem, basta saber que Sheyla é minha amiga jornalista que trabalha na Bravo! e que estávamos conversando por MSN quando isto se deu:

[16:10] Sheyla: bruno, eu tô muito triste. e quero ir embora nesse exato minuto.
[16:11] Bruno: sheyla, vamos descer e tomar um café. aí você cheira meu sovaco e eu te explico como funciona a imprensa

domingo, 8 de junho de 2008

Diga logo que eu quero saber.

Eu ainda sinto a solidão de ligar o celular depois de três dias e ver que não recebi a sua ligação. Nem uma mensagem, nada. Não tenho você na minha lista telefônica, meu quarto não tem retratos. Quando me banho, penso em você e me sinto traído - a vida está pela metade, a água escorre pela minha pele mas não me molha, o vento me encontra impassível, alheio ao meu próprio sofrimento. Bocejo como um prisioneiro, e meus olhos se umedecem por capricho. Não sei onde estou, mas suspeito de que esteja flutuando em algum lugar distante, procurando você.

Então, tolo, acordo dolorido e aprendo de uma vez por todas que não adianta procurar.
Antes, preciso descobrir quem é você.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Um Almoço com a Família Cipro Neto

Pasquale está sentado na ponta, diante de uma mesa de almoço farta em sua casa em Perdizes. A luz entra por uma janela lateral, abatendo o opaco das cortinas. A família ceia em absoluto silêncio. A filha mais velha, de boca cheia, fala:
- Existe um rapace em minha escola que tem os olhos de rapina, mas é tão glutão que é só uma barriga!
Os risos da mamãe a da filha mais nova são interrompidos por um brado de Pasquale:
- Uma barriga?! Isso é uma sinédoque?! Isso é uma sinédoque?! Eu já disse: nada de metonímias nesta mesa! Mas que falta de respeito! Não sei de onde você tirou essa educação! E coma sua couve de Bruxelas! Ora...
Após um momento de silêncio constrangedor, a filha mais nova, em seus sete aninhos, fala tímida se dirigindo à mãe:
- Não estou com fome, mamãe. Comi na escola. Sabe, no jardim tem uma amoreira linda, que dá cada amora!
Pasquale vira-se furioso:
- "Amoreira que dá amora"?! UM PLEONASMO!! JÁ PRO SEU QUARTO!